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- mell280
30/01/2026 10h39
Ex-governador Reinaldo Azambuja destaca geração de empregos, municipalismo e cenário político nacional em entrevista à Rádio Cidade
Hosana de Lourdes
O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, concedeu entrevista nesta sexta-feira (data) ao programa Roda de Tereré, apresentado pelo vereador Robert, na Rádio Cidade, em Maracaju. Durante a conversa, Azambuja fez um balanço de sua trajetória política, relembrou a passagem como prefeito do município entre 1996 e 2004 e destacou os avanços econômicos e estruturais alcançados pelo Estado nos últimos anos.
Ao comentar o crescimento da geração de empregos em Mato Grosso do Sul, Reinaldo ressaltou que o Estado apresenta desempenho acima da média nacional, figurando entre os que possuem menor taxa de desocupação do país. Segundo ele, os resultados são reflexo de uma política baseada em credibilidade, segurança jurídica e incentivos fiscais, reformulada a partir de 2015.
“Em oito anos, geramos cerca de 103 mil empregos com carteira assinada em todas as regiões do Estado. Mudamos o perfil econômico de Mato Grosso do Sul, que antes era exportador de matéria-prima e hoje industrializa internamente, agregando valor e gerando mais oportunidades”, afirmou.
O ex-governador destacou ainda os investimentos privados atraídos ao Estado, citando a instalação de grandes indústrias em municípios como Maracaju, Dourados, Caarapó, Inocência, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, somando mais de R$ 68 bilhões em investimentos durante sua gestão, com continuidade na atual administração do governador Eduardo Riedel.
Reinaldo Azambuja também enfatizou o modelo de governo municipalista, lembrando as dificuldades enfrentadas quando foi prefeito de Maracaju e a mudança de postura adotada quando assumiu o Governo do Estado. “Quando virei governador, virei a chave. O Estado passou a investir diretamente nos 79 municípios, com obras de infraestrutura, saúde, educação, pavimentação e melhorias urbanas”, pontuou.
Durante a entrevista, foram citados investimentos recentes em Maracaju, como obras de recapeamento, extensão da Avenida João Pedro Fernandes, conclusão da Avenida Filinto Miller e a finalização do aeroporto municipal, com recursos estaduais. Segundo Azambuja, atualmente há cerca de R$ 1,3 bilhão em obras em execução nos 79 municípios sul-mato-grossenses.
Ao encerrar esse tema, o ex-governador afirmou que Mato Grosso do Sul reúne condições para manter um crescimento acima da média nacional pelos próximos anos. “Ninguém segura o Mato Grosso do Sul. O Estado está organizado, tem credibilidade e continuará investindo nas cidades”, concluiu.
Na mesma entrevista, Reinaldo Azambuja também abordou o cenário político nacional e explicou o processo de mudança partidária, que resultou em sua filiação ao Partido Liberal (PL). Segundo ele, o convite partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda em 2024, quando comunicou que faria a transição de forma organizada após sua saída do PSD.
Em 2025, após novas reuniões em Brasília com lideranças nacionais, Azambuja confirmou a ida ao PL com o compromisso de ajudar a estruturar e fortalecer o partido em Mato Grosso do Sul. Ele citou conversas com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, com o senador Rogério Marinho e com o senador Flávio Bolsonaro, apontado por ele como pré-candidato à Presidência da República.
Durante a fala, o ex-governador afirmou que o principal desafio do grupo político é vencer a próxima eleição presidencial. Embora tenha declarado não ter críticas pessoais ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliou que uma eventual quarta gestão não seria positiva para o país.
Azambuja defendeu a necessidade de união entre direita e centro político, destacando que somente com essa convergência será possível construir uma candidatura competitiva no segundo turno. Segundo ele, no primeiro turno devem surgir diferentes candidaturas, mas o objetivo é fortalecer o campo político para enfrentar a esquerda na etapa final da disputa.
O ex-governador também fez críticas ao atual cenário econômico, com destaque para as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo e pelo agronegócio, citando juros elevados, riscos climáticos, quebra de safra e falta de mecanismos de proteção ao produtor rural. Ele defendeu uma nova política agrícola nacional, com juros compatíveis com a atividade, securitização de dívidas e maior segurança jurídica.
Sobre o cenário estadual, Reinaldo Azambuja afirmou que a reeleição do governador Eduardo Riedel é prioridade do grupo político. Questionado sobre uma possível candidatura em 2026, disse que a decisão ainda não está tomada e deverá ocorrer entre os meses de março e abril, após diálogo com lideranças políticas.

Até lá, segundo ele, o foco permanece na organização do PL, na formação de alianças e na estruturação de um projeto político tanto para o Estado quanto para o país.
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