02/02/2026 10h55
Mesmo com a manutenção da taxa selic, mercado de condomínios horizontais e loteamentos ganham força e atraem investidores
Escassez de estoque, valorização de preços e expectativa de queda da Selic nos próximos meses sustentam o avanço do mercado imobiliário horizontal em Goiás, segundo análise da Brain Inteligência Estratégica para a Associação dos Desenvolvedores Urbanos do Estado de Goiás (ADU-GO)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, na última quarta-feira (28/1), manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 15% ao ano. Mesmo com a taxa ainda elevada, esse sinal é muito relevante para o mercado de loteamentos e condomínios fechados, um segmento mais resiliente, menos dependente de crédito imediato e mais associado à proteção patrimonial e à valorização no médio e longo prazo.
Segundo a Associação dos Desenvolvedores Urbanos de Goiás (ADU-GO), a expectativa do setor é de um ambiente ainda mais favorável, impulsionado pela sinalização do Banco Central de início do ciclo de cortes da taxa Selic. A perspectiva de redução gradual dos juros tende a aumentar a liquidez do mercado imobiliário e reforçar o papel dos loteamentos como alternativa de proteção patrimonial e investimento de médio e longo prazo, especialmente em regiões metropolitanas em expansão, como a de Goiânia.
Em uma pesquisa apresentada também na última quarta-feira (28), pela Brain Inteligência Estratégica, responsável por realizar estudos regulares sobre o mercado imobiliário local para a ADU-GO, a tendência é que lotes voltem a ganhar protagonismo como alternativa de proteção patrimonial em 2026. Segundo os dados, essa tendência está diretamente relacionada à lentidão na reposição de novos estoques, em razão de entraves regulatórios e processos de aprovação mais longos, o que limita a oferta e contribui para a valorização dos terrenos urbanos.
A associação avalia que, caso não haja avanços na desburocratização, a tendência é de manutenção da escassez e de preços em alta. Para o mercado de loteamentos e condomínios fechados, esse cenário é positivo. Mesmo com juros altos hoje, a expectativa de queda aumenta a liquidez e sustenta a valorização dos terrenos, especialmente em regiões com oferta limitada, como já vem sendo observado em Goiás, segundo o levamento.
Com essa expectativa de juros em queda, aumenta a liquidez e o anseio do investidor por ativos reais, especialmente terrenos bem localizados e com oferta limitada, esse movimento reforça uma tendência no mercado horizontal como uma das opções mais resilientes do mercado imobiliário atual, justamente pela combinação de escassez de estoque, demanda consistente e potencial de valorização. Para o sócio da BrDU Urbanismo, Gabriel Fortes, a manutenção da Selic já era esperada pelo mercado, mas o que realmente chamou atenção foi o tom da comunicação do Banco Central.
“No fim, a manutenção da Selic já era esperada, mas a ata do Copom trouxe um elemento que o mercado não antecipava: um forward guidance mais claro no comunicado, sinalizando o início dos cortes da Selic já na próxima reunião. Apesar da indicação de um ritmo cauteloso para o ciclo de quedas, o Banco Central acabou ‘abrindo a porteira’ no mercado, que ignorou o alerta de 'serenidade' e passou a apostar em um primeiro corte de 50 pontos-base e até de 75 pontos-base”, destaca.
“Em resumo, mesmo com a Selic mantida, o mercado passou a precificar uma queda mais rápida do que o esperado anteriormente, impulsionada por uma comunicação mais clara do Banco Central sobre o início do ciclo de cortes de juros”, conclui o empresário Gabriel Fortes.
Os números sólidos do mercado de loteamentos em Goiânia e região metropolitana em 2025, se sustentam por fatores como a escassez de oferta, valorização contínua dos preços e demanda consistente. De acordo com o estudo, o número total de loteamentos lançados em 2025 somou 28 empreendimentos, com média de sete lançamentos por trimestre, movimento que mantém o setor ativo, mas sem excesso de oferta. Em contrapartida, o volume de lotes lançados caiu 21% em relação a 2024, totalizando 8.288 unidades, o que reforça um cenário de estoque mais enxuto e pressão positiva sobre os preços.
Esse descompasso entre oferta e demanda já se reflete nos valores. O preço médio do metro quadrado apresentou valorização tanto em loteamentos abertos quanto fechados, com altas acumuladas que chegam a 25%, dependendo do perfil do empreendimento, segundo os dados do estudo. Apesar de uma desaceleração pontual nas vendas em comparação a 2024, o volume negociado segue elevado. Em 2025, foram vendidos 11.155 lotes, com média trimestral próxima a 2,8 mil unidades, patamar significativamente superior ao registrado em 2023, o que demonstra manutenção do anseio do investidor por ativos reais.
Outro indicador relevante é o Valor Geral de Vendas (VGV). Mesmo com menos unidades lançadas, o VGV total dos empreendimentos horizontais alcançou R$ 2,3 bilhões em 2025, evidenciando um mercado mais seletivo, com produtos de maior valor agregado e foco em localização, infraestrutura e padrão urbanístico.
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