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Carnaval concentra furtos de celular a cada dois minutos e especialista aponta dicas essenciais para evitar prejuízos


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03/02/2026 09h01

Carnaval concentra furtos de celular a cada dois minutos e especialista aponta dicas essenciais para evitar prejuízos

Roberto Magalhães


Mesmo com queda nos índices, crimes seguem recorrentes em grandes eventos; fundador e especialista da MercadoPhone alerta que prevenção começa antes de sair de casa

 

 

 

 

Blocos lotados, ruas cheias e distração fazem do Carnaval um dos períodos mais críticos para furtos e roubos de celulares no Brasil. Apenas no Estado de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública registrou que, durante o Carnaval do ano passado, um celular foi roubado ou furtado a cada dois minutos. Embora os dados mais recentes indiquem queda nas ocorrências, especialistas alertam que a prevenção segue sendo fundamental para evitar prejuízos financeiros, vazamento de dados e transtornos prolongados.

Entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2025, foram 2.395 furtos e 1.283 roubos de celulares em cidades paulistas. O cenário se repete em outros grandes eventos. Durante o Réveillon na Avenida Paulista, por exemplo, os furtos e roubos de celulares caíram 27,5%, totalizando 154 ocorrências na virada de 2025/2026, contra 200 no ano anterior, reforçando que, mesmo com avanços, grandes aglomerações continuam exigindo atenção redobrada.

Para Maycon Richart, fundador e CEO da MercadoPhone, plataforma SaaS especializada na gestão de lojas de smartphones, os dados mostram uma evolução positiva, mas não eliminam o risco. "A queda nas ocorrências é importante, mas não significa que o problema esteja resolvido. Em eventos como o Carnaval, o celular continua sendo o principal alvo porque concentra alto valor financeiro e dados sensíveis. A prevenção precisa ser encarada como parte do planejamento do folião, assim como escolher o bloco ou o transporte”, afirma.

O especialista elencou nove dicas práticas para proteger o celular durante o evento:

1. Evite levar o aparelho principal

Sempre que possível, o ideal é usar um celular secundário. "Muitos furtos não visam apenas revenda, mas acesso a aplicativos bancários, redes sociais e contas pessoais. Quanto menos informação sensível no aparelho, menor o impacto do prejuízo”, explica Richart.

2. Ative todas as camadas de segurança antes de sair de casa

Bloqueio por biometria, senha forte, autenticação em dois fatores e rastreamento remoto devem estar configurados previamente. “Muita gente só lembra dessas funções depois do furto. O problema é que, sem essas barreiras, o criminoso consegue acessar dados em poucos minutos. Segurança digital precisa ser preventiva, não reativa”, alerta.

3. Desative notificações visíveis na tela bloqueada

Mensagens, códigos de autenticação e alertas de aplicativos bancários exibidos na tela facilitam golpes e invasões. Uma simples notificação pode revelar informações estratégicas, como confirmações de pagamento ou códigos temporários, especialmente em ambientes de grande circulação.

4. Use bolsas e pochetes antifurto e evite bolsos traseiros

A maioria dos furtos ocorre sem que a vítima perceba. O criminoso se aproveita da distração e da aglomeração. “A posição do celular é determinante. Bolsos traseiros e laterais são alvos fáceis em blocos lotados”, reforça.

5. Faça backup completo e anote o número do IMEI

O backup garante a recuperação de dados, enquanto o IMEI permite bloquear o aparelho junto às operadoras. “É um detalhe ignorado por muitos, mas que pode inviabilizar o uso do aparelho roubado. Backup e IMEI anotado deveriam ser hábitos básicos”, orienta Richart.

6. Evite manusear o celular em locais muito cheios

Consultar mensagens ou redes sociais repetidamente em meio à multidão aumenta a exposição ao furto. “Quanto maior a exposição do aparelho, maior a vulnerabilidade. O uso frequente em ambientes lotados é praticamente um convite ao crime”, afirma o especialista.

7. Reduza temporariamente os limites dos aplicativos bancários

Ajustar limites de transferência, PIX e pagamentos antes do Carnaval e restaurá-los após o período é uma medida simples e eficaz. “Mesmo que o criminoso consiga acessar o aplicativo, o impacto financeiro imediato pode ser significativamente reduzido”, explica.

8. Evite conexões em Wi-Fi aberto ou redes improvisadas

Redes públicas facilitam a interceptação de dados e ataques cibernéticos, principalmente em aplicativos financeiros e redes sociais. “Wi-Fi aberto em eventos é um risco invisível. A pessoa acha que está economizando dados, mas pode estar entregando informações sensíveis”, segundo o CEO.

9. Tenha um e-mail reserva para recuperação de contas

Criar um e-mail exclusivo para recuperação de senhas e acessos agiliza o bloqueio e a retomada das contas em caso de incidente. “Quem se prepara antes consegue agir rápido e evita que o problema se transforme em semanas de transtornos”, completa.

Maycon Richard conclui, “Os números mostram que campanhas educativas e medidas de segurança funcionam, mas ainda há espaço para evoluir. Enquanto o celular for uma extensão da vida financeira e pessoal das pessoas, toda prevenção é necessária”.

Sobre a MercadoPhone

Fundada em 2023, a MercadoPhone é uma plataforma SaaS de gestão completa desenvolvida especialmente para lojas de smartphones. A empresa oferece soluções integradas que simplificam o dia a dia do varejo mobile, reunindo em um só sistema controle de estoque, base de clientes, mais de 24 relatórios gerenciais, módulo fiscal, assistência técnica, pós-venda automatizado e outras ferramentas que otimizam a operação e impulsionam o crescimento dos negócios.

 

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