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Dólar recua em meio à atenção ao Copom e expectativa sobre juros nos EUA e ouro sobe mais de 5%


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  • mell280

03/02/2026 09h29

Dólar recua em meio à atenção ao Copom e expectativa sobre juros nos EUA e ouro sobe mais de 5%

Thais Cipollari


Boletim sobre o câmbio — Elson Gusmão – diretor de Câmbio da Ourominas

 

 

O dólar abriu nesta terça-feira (03/02), em queda, cotado a R$ 5,24, refletindo um mercado cauteloso diante da agenda econômica e política no Brasil e no exterior. O movimento indica fluxo moderado de saída, com investidores atentos às expectativas de política monetária nos EUA e às discussões fiscais internas.

No cenário doméstico, a atenção se volta para a agenda fiscal do governo, com expectativa de novos anúncios sobre medidas de contenção de gastos e receitas extraordinárias. Além disso, o mercado acompanha os desdobramentos da tramitação de projetos no Congresso que podem afetar a confiança dos investidores. A Ata do Copom manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% na última reunião e sinalizou que pode iniciar um ciclo de cortes mais adiante, possivelmente a partir de março, em meio a sinais de inflação em trajetória de queda e a perspectiva de desaceleração econômica. 

No exterior, o destaque é a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que podem reforçar ou enfraquecer a expectativa de manutenção da política monetária restritiva pelo Federal Reserve. A leitura mais forte de emprego tende a sustentar o dólar globalmente, enquanto sinais de desaceleração poderiam abrir espaço para cortes de juros ainda em 2026. A reunião de ministros de finanças da União Europeia e os números da inflação na zona do euro também entram na pauta.

O mercado internacional opera em clima de apetite seletivo ao risco, com bolsas europeias em alta moderada e futuros de Wall Street estáveis. O petróleo recua levemente, refletindo preocupações com a demanda global, enquanto o ouro se mantém firme como ativo de proteção. Esses movimentos reforçam a busca por equilíbrio entre ativos de risco e segurança.

 A volatilidade deve permanecer elevada ao longo do dia, com os investidores ajustando posições conforme novos dados e declarações de autoridades econômicas.


Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas

O ouro abriu nesta terça-feira (03/02) em forte alta, cotado a US$ 4.921 por onça troy (R$ 25.886), avanço de 5,77% em relação ao fechamento anterior. O movimento reflete busca por proteção em meio à cautela global com política monetária e tensões geopolíticas.

O preço atual do ouro por grama está em R$ 834,78. A valorização expressiva indica fluxo de entrada robusto em ativos defensivos, com investidores reduzindo exposição a risco diante da expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e incertezas fiscais em países emergentes.

No Brasil, o mercado acompanha os impactos da alta do ouro sobre fundos e contratos futuros, além da relação com o câmbio. A valorização tende a reforçar a atratividade de aplicações em metais preciosos como proteção contra volatilidade do real e pressões inflacionárias. O sentimento predominante é de cautela, com investidores buscando hedge diante da agenda econômica carregada.

No exterior, o destaque é o relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos, crucial para calibrar apostas sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve. Dados de inflação na zona do euro também estão no radar, podendo impactar o apetite global por ativos de risco.

O cenário internacional reforça a demanda pelo ouro como ativo de proteção. O petróleo recua, sinalizando preocupações com a demanda global, enquanto o ouro se beneficia como porto seguro em meio à incerteza. Tensões geopolíticas e debates fiscais em países emergentes adicionam combustível à busca por segurança.

O ouro hoje reflete forte movimento de proteção: alta expressiva, fluxo positivo e sentimento defensivo.

Sobre Elson Gusmão

Elson Gusmão é o Diretor de Operações da Ourominas, considerada uma das maiores empresas de ouro e câmbio do país. Formado em Gestão Financeira em 2016, está há mais de 8 anos na Instituição Financeira e DTVM. Faz análises sobre a cotação de câmbio de moedas e realiza comentários sobre as atualizações do mercado.
 

Sobre Mauriciano Cavalcante

Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
 

Sobre a Ourominas

A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.

Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).

Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).

Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais.

 

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