16/03/2026 10h31
Museu no Noroeste do RS cria espaço de sustentabilidade com horta, compostagem e oficinas abertas à comunidade
Novo espaço de educação ambiental terá 19 atividades em 2026 e integra programa que já atendeu mais de 1,2 mil pessoas
O MEA – Memorial da Evolução Agrícola, de Horizontina, lança no dia 20 de março a Estação Cultivar, um novo espaço dedicado à educação ambiental e à sustentabilidade. A iniciativa integra o programa Roda com Ciência, que em 2025 realizou 21 atividades e atendeu 1.297 pessoas, e amplia as ações socioambientais do Memorial com uma nova programação aberta à comunidade e a instituições de ensino da região.
Instalada na área externa do MEA, a Estação Cultivar reúne horta pedagógica, espaço de compostagem, reciclagem, oficinas educativas e produções artesanais com elementos naturais, transformando o local em um ambiente de aprendizagem prática sobre sustentabilidade.
A proposta é criar um espaço de experimentação e vivência onde o público possa acompanhar, na prática, os ciclos da natureza e dos alimentos.
Segundo Stefani Grutka, mediadora socioambiental do MEA, o projeto busca aproximar a comunidade das práticas ambientais de forma concreta. “A ideia é que as pessoas possam vivenciar processos como cultivo, compostagem e reaproveitamento de materiais, entendendo como pequenas ações no cotidiano podem gerar impacto positivo no meio ambiente”, afirma Stefani.
Entre os principais eixos do projeto estão a horta pedagógica e o espaço de compostagem, que permitirão transformar resíduos orgânicos em adubo utilizado no próprio cultivo. A proposta é incentivar a produção de alimentos em pequena escala e estimular práticas sustentáveis que possam ser replicadas pelas famílias da região.
O projeto também prevê, futuramente, a ativação de um container para reciclagem de plásticos, ampliando o ciclo de reaproveitamento de materiais dentro do espaço.
Compostagem como laboratório de aprendizagem
A área de compostagem foi planejada para funcionar como um espaço de demonstração e estudo de diferentes métodos de reaproveitamento de resíduos orgânicos.
No local estarão disponíveis diversos modelos de composteiras, permitindo que visitantes e estudantes conheçam soluções que podem ser aplicadas em casa ou em projetos comunitários. Entre os sistemas disponíveis estão:
- composteira de chão com o método de leiras estáticas de aeração passiva (método UFSC);
- composteira em balde;
- minhocário com caixas empilháveis;
- composteira de tela metálica circular;
- composteira em caixa de madeira.
Na área da horta também serão instaladas composteiras voltadas principalmente para resíduos de jardinagem, localizadas fora da área principal de compostagem.
O espaço também permitirá estudos e experimentações com novos métodos de compostagem, conforme as atividades desenvolvidas ao longo do ano.
Arquitetura pensada para ensinar
O projeto arquitetônico da Estação Cultivar foi desenvolvido pelo arquiteto e urbanista Rafael Zoia, que concebeu o espaço como uma ferramenta pedagógica. A estrutura inclui canteiros modulares, áreas de convivência, pergolados e espaços flexíveis, que podem ser utilizados tanto para plantio quanto para oficinas e encontros.
“O objetivo foi criar um ambiente dinâmico, que possa se transformar ao longo do tempo. A arquitetura ajuda a organizar as experiências e estimular a observação e o aprendizado. O espaço não apenas abriga atividades, ele também ensina”, explica Zoia.
Entre as soluções adotadas estão o uso de estruturas metálicas leves, madeiras renováveis, materiais drenantes e sistemas de captação de água da chuva, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
Programação e participação da comunidade
A Estação Cultivar faz parte do programa Roda com Ciência, que em 2026 contará com três projetos: MEA em Campo, Cine Ciência e Estação Cultivar.
Ao longo do ano, estão previstas 19 atividades no calendário oficial, incluindo oficinas, plantios coletivos, colheitas e experiências culinárias com plantas alimentícias não convencionais (PANCs).
Entre os temas das oficinas estão compostagem, arte com elementos da natureza, culinária sustentável e abelhas sem ferrão, além de atividades voltadas à troca de saberes com profissionais e produtores da região.
Além das atividades abertas ao público, o espaço também poderá receber grupos e instituições mediante agendamento, ampliando o alcance das ações de educação ambiental do MEA.
SOBRE O MEA
Todas as atividades do MEA são gratuitas e de classificação livre.
Estacionamento exclusivo para visitantes. Não fecha ao meio dia.
Prédio do Memorial: de quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h (entrada na exposição até às 16h30).
Área externa do MEA: de terça a domingo e feriados, das 8h às 22h.
O MEA - Memorial da Evolução Agrícola é uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto John Deere, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), e tem como patrocinador master a John Deere Brasil.
Ocupa uma área de 64 mil m2 em Horizontina, no Rio Grande do Sul, proporcionando atividades de arte, cultura, educação, meio ambiente, esporte e lazer. De forma tecnológica e imersiva, o MEA conta a história da agricultura brasileira com o objetivo de provocar, trocar e produzir conhecimento em prol da sociedade e da diversidade cultural e ambiental. Todas suas atividades culturais, educativas e de bem-estar são oferecidas gratuitamente e de classificação livre. Conta com amplo estacionamento gratuito para os visitantes.
Além do espaço da exposição de longa duração e das oficinas culturais e das sala multiuso, o complexo tem quadras esportivas, academia a céu aberto, parquinhos para crianças de até 12 anos, amplo espaço para práticas ao ar livre, John Deere Store e a unidade Senai Horizontina (RS).



