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Expocanas: Setor de bioenergia de MS projeta produção recorde de etanol


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26/03/2026 07h00

Expocanas: Setor de bioenergia de MS projeta produção recorde de etanol

Usinas devem fechar safra 2024/2025 com produção de 5 bilhões de litros de etanol

Helder Dias


 

 

Com 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul deve alcançar uma produção recorde de 5 bilhões de litros de etanol. A soma equivale a 12% da produção nacional do biocombustível.

 

Os dados foram apresentados na última quarta-feira (25/03), durante a abertura da 4ª Expocanas, a maior feira tecnológica da cultura da cana-de-açúcar no Estado, realizada em Nova Alvorada do Sul.

 

Ao fazer uma avaliação sobre os números positivos, o presidente da Biosul, Amaury Pekelman, destacou o avanço na produtividade e as parcerias que fortalecem o setor.

 

“Nos últimos 20 anos, esse crescimento foi enorme. Duas décadas atrás, a quantidade de combustível produzido aqui era de 500 milhões de litros. A gente também cresceu em termos de produção de cana. O Estado produzia 10 milhões de toneladas há 20 anos. Agora, estamos com uma produção de 52 milhões de toneladas. É um crescimento vertiginoso que mostra que Mato Grosso do Sul está fazendo o trabalho certo. A parceria entre o setor de bioenergia, o Sistema Fiems e o governo do Estado faz com que, efetivamente, a gente tenha esse grande crescimento e esteja abastecendo o Brasil todo”, destacou.

 

A Fiems conta com estande na feira, ao lado de 120 expositores, para apresentar novidades ao público de cerca de 10 mil visitantes até sexta-feira (27/03). Sesi e Senai mostram ferramentas tecnológicas e portfólio de soluções nas áreas de educação, qualificação profissional, saúde e segurança no trabalho.

 

Qualificação que gera produtividade

 

Para Amaury, a qualificação dos profissionais do setor é um fator fundamental para viabilizar aumentos como os registrados na safra mais recente, bem como produzir o conhecimento que irá permitir os próximos avanços.

 

“O Sistema Fiems é fundamental, principalmente na questão de qualificação profissional. As parcerias com o Sesi e o Senai são de extrema importância para o crescimento dos números no setor. Essa qualificação profissional, que é o grande carro-chefe do Sistema Fiems, é o que tem ajudado o setor a crescer. Se não fosse isso, com certeza a gente não conseguiria chegar aos números que chegamos hoje”, destacou.

 

A gerente de gestão de negócios do Senai, Cintia Shigemoto, descreve como a instituição atua em apoio ao desenvolvimento das usinas do setor de bioenergia.

 

“O Senai começa na base, com os Jovens Aprendizes. Vamos desde os 14 até os 24 anos oferecendo alternativas que incentivem esses jovens a trabalhar dentro da indústria. A gente traz desde gestão comercial, gestão industrial, fabricação, almoxarife, preparando os jovens para que eles possam adentrar o mercado de trabalho. A gente entende que o crescimento sustentável não é possível sem pessoas preparadas. Então, trabalhamos muito nesse sentido, para que a gente possa formar mão de obra qualificada, que pensa diferente e que, de fato, agrega para o industrial de Mato Grosso do Sul”.

 

O superintendente regional do Sesi, Régis Borges, afirma que a escuta ativa das demandas do setor tem sido fundamental no planejamento das soluções.

 

“O Sesi tem feito um trabalho muito forte com o Comitê Empresa-Escola (Cempe) para receber as demandas dessas empresas e atuar junto a esse ecossistema de educação capitaneado pelo Sistema Fiems, gerando soluções mais alinhadas para demandas reais e imediatas. Durante todo o ano, temos um fórum permanente de discussão. E toda demanda, por menor que seja, é sempre levada a sério. Dessa forma, a gente vem avançando na melhoria das nossas entregas, atuando inclusive com unidades móveis mais modernas disponíveis até dentro das indústrias”.

 

Etanol, presente e futuro

 

Pekelman afirma que a produtividade do setor bioenergético chega ao consumidor em forma de vantagens e benefícios.

 

“O etanol está cerca de R$ 2 mais barato que a gasolina. Além de pagar menos, você tem uma eficiência melhor no seu carro e protege o meio ambiente. Nosso combustível é produzido no Brasil e gera emprego no Brasil”.

 

Para o futuro, o segmento projeta o uso do etanol como combustível sustentável para a aviação e transporte marítimo, a geração de biogás e biometano em escala para a frota urbana de veículos, investimentos na rede de distribuição de gás e avanços na produção de etanol de milho.

 

Ao comentar sobre as perspectivas para a produção de bioenergia, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, ressaltou a contribuição do setor para que seja atingida a classificação de Estado carbono neutro até 2030.

 

“O Estado se posicionou estrategicamente dentro de dois grandes temas globais: transição energética e segurança alimentar com sustentabilidade. Mato Grosso do Sul tem crescido cada vez mais bem posicionado nessas duas áreas, com toda a cadeia produtiva do início ao fim, com a industrialização dessa base produtiva. São mais de R$ 100 bilhões em investimento. Isso gera emprego, gera renda, gera oportunidade para as pessoas – que é o que a gente quer ver no Estado”.

 

Bioenergia de MS em grandes números

 

* 4º maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil

 

* 4º maior produtor de etanol do Brasil

 

* 5º maior produtor de açúcar do Brasil

 

* 2º maior produtor de etanol de milho do Brasil

 

* Etanol de milho representa atualmente 44% do total produzido pelas usinas

 

* 22 usinas em operação em MS, sendo 3 produtoras de etanol a partir do milho e 14 geradoras de açúcar

 

* Todas as usinas são cogeradoras de bioeletricidade

 

* 14 usinas exportam a energia elétrica excedente para a rede nacional de energia elétrica

 




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