- mell280
22/04/2026 18h33
Quase metade dos brasileiros defende manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Pesquisa nacional Ipsos-Ipec mostra que a maioria da população brasileira (56%) concorda com a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar provisória ao ex-presidente Jair Bolsonaro por motivos de saúde
Pesquisa nacional Ipsos-Ipec mostra que a maioria da população brasileira (56%) concorda com a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar provisória ao ex-presidente Jair Bolsonaro por motivos de saúde (38% concordam totalmente e 18% em parte). Por outro lado, 35% discordam desta decisão, dos quais 26% totalmente e 9% em parte. Aqueles que se mostram indiferentes somam 3% e os que não opinam, 6%. O estudo foi realizado presencialmente, entre os dias 8 e 12 de abril, com 2000 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022 é a variável que mais diferencia as opiniões dos entrevistados. Entre os que votaram em Jair Bolsonaro, 69% concordam com a prisão domiciliar (54% totalmente e 15% em parte). Já entre os eleitores de Lula, 42% discordam da decisão (33% totalmente e 9% em parte). Além disso, a concordância com a prisão domiciliar é maior entre os moradores das cidades do interior (58%) do que entre aqueles que vivem nas capitais brasileiras (49%) e entre os que vivem em cidades com até 50 mil habitantes (60%) se comparado com os que residem nas cidades com mais de 500 mil habitantes (50%).
Pergunta: A Justiça autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a cumprir pena em prisão domiciliar durante 90 dias por motivo de saúde. O(a) sr(a) concorda ou discorda com essa decisão? (Estimulada - %)
O levantamento também investigou a percepção dos brasileiros sobre o que deveria acontecer após o término do período de 90 dias de prisão domiciliar, caso a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro melhore. Para 49%, Jair Bolsonaro deveria seguir em prisão domiciliar, enquanto 42% consideram que ele deveria voltar a cumprir sua pena na Papudinha. Os que não souberam ou não responderam somam 9%.
Novamente, o voto para presidente no segundo turno de 2022 é determinante: entre os eleitores de Bolsonaro, 82% defendem a prisão domiciliar e 12% o retorno à Papudinha. Entre os que votaram em Lula, 69% preferem o retorno à Papudinha e 25% a manutenção da prisão domiciliar. Ademais, a manutenção da prisão domiciliar é mais acentuada entre aqueles com renda familiar acima de 5 salários mínimos (60%), entre os moradores da região Sul (58%), entre os evangélicos (58%) e entre os entrevistados com 60 anos ou mais (54%). Já o retorno à Papudinha é mais defendido pelos moradores do Nordeste (50%) e entre os jovens (48%) na comparação com os idosos (35%).
Pergunta: Após o término desse período, caso a saúde de Jair Bolsonaro melhore, na sua opinião ele deveria voltar a cumprir a pena na Papudinha ou deveria seguir em prisão domiciliar? (Estimulada - %)
“O voto no segundo turno da eleição de 2022 continua sendo o principal preditor de opinião sobre temas ligados ao ex-presidente e ao atual presidente, mostrando que a polarização segue como marca registrada da política brasileira", afirma Márcia Cavallari, diretora geral da Ipsos-Ipec.
Sobre a pesquisa
Pesquisa quantitativa realizada a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com o objetivo de conhecer a opinião da população sobre a decisão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por motivos de saúde. O levantamento aconteceu entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, quando foram entrevistadas 2000 pessoas, em 130 municípios brasileiros.
A amostra é proporcional e representativa dos brasileiros com 16 anos ou mais, elaborada com base em dados do Censo 2022 e PNADC 2024, com controle de cotas pelas variáveis: sexo, idade, escolaridade, raça/cor e ramo de atividade. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.


