24/04/2026 05h36
Habeas corpus e ordem de prisão no mesmo dia: veja etapas da reviravolta no caso de Ryan, Poze e dono da Choquei
Pela manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar os homens. À tarde, porém, a Justiça Federal em SP acatou um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos investigados.
Por Redação g1 — São Paulo
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, presos na Operação Narco Fluxo, foram alvo de uma reviravolta judicial nesta quinta-feira (23). Pela manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar os homens.
À tarde, porém, a Justiça Federal em SP acatou um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos investigados.
🔎 O grupo é acusado de fazer parte de um esquema suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.
Veja, abaixo, a cronologia da reviravolta no caso.
Manhã - STJ concede o habeas corpus
Por volta das 10h desta quinta-feira (23), o tribunal pediu a soltura dos investigados porque considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias. Na visão do ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, a ilegalidade se dava porque a própria Polícia Federal havia solicitado prazo de apenas cinco dias, período que já havia se encerrado.
Os homens foram presos no dia 15 em uma operação da Polícia Federal.
O habeas corpus foi concedido inicialmente a MC Ryan SP, mas teve os efeitos estendidos a outros presos na mesma operação que estejam em situação semelhante, incluindo os demais funkeiros e influenciadores investigados.
Início da tarde - reação da PF
Após a concessão do STJ, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva dos investigados.
Segundo a corporação, com o avanço das investigações e a análise de provas apreendidas, como dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros, há elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias em preventivas.
A PF disse, ainda, que a medida é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos.
A PF também aponta risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
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Tarde - Justiça Federal acata pedido
Horas após o pedido da PF, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos todos os investigados.
🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido, geralmente de 5 ou 30 dias, e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes.g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/23/habeas-corpus-prisao-mesmo-dia-etapas-reviravolta-caso-de-ryan-poze-e-dono-da-choquei.ghtml
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