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Caso Neymar e Robinho Jr. pode parar na Justiça Criminal e mergulha o Santos em mais uma crise


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05/05/2026 15h03

Caso Neymar e Robinho Jr. pode parar na Justiça Criminal e mergulha o Santos em mais uma crise

Priscyla Costa


Viagem para o Paraguai | | 04/05/2026 Foto: Raul Barreta

Tapa e rasteira em campo configuram agressão com vias de fato; xingamento é crime contra a honra

 

O desentendimento entre Neymar e o atacante Robinho Jr. durante um treino do Santos, no domingo (3/5), ganhou contornos que ultrapassam o vestiário. Após ser driblado pelo jogador de 18 anos, o camisa 10 teria dado uma rasteira, um tapa no rosto e proferido xingamentos contra o colega, também seu apadrinhado. O episódio gerou tensão interna, motivou a abertura de sindicância no clube e pode resultar em rescisão contratual — além de eventual discussão na esfera criminal.

Segundo a criminalista Maria Tereza Novaes, tapas, puxões de cabelo e rasteiras que não deixam marcas costumam ser enquadrados como vias de fato, uma contravenção penal prevista no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais. A punição vai de 15 dias a 3 meses de prisão simples ou multa, mas, na prática, costuma ser convertida em multa ou prestação de serviços à comunidade.

A advogada explica que o processo pode começar por boletim de ocorrência ou por notícia-crime apresentada ao Ministério Público. “Dada a repercussão, a notícia-crime é um caminho possível”, afirma.

A suposta ofensa verbal de Neymar ao filho do ex-jogador Robinho — preso desde 2025, condenado a 9 anos por estupro coletivo cometido na Itália — pode configurar injúria, crime contra a honra punido com detenção de até 6 meses ou multa. Nesse caso, a ação é privada: cabe à vítima contratar advogado para mover o processo, sem atuação do Ministério Público.

De acordo com Novaes, réus com bons antecedentes são raramente presos por vias de fato ou injúria. As penas costumam ser substituídas por medidas alternativas, como prestação de serviços ou comparecimento periódico em juízo.

A defesa de Robinho Jr. aguarda as imagens do treino para definir os próximos passos, inclusive sobre o contrato do atleta, válido até 30 de março de 2031. No clube, a expectativa é que a sindicância resulte em punição administrativa — como multa ou desconto salarial — para Neymar.

 

Treino no CT Rei Pelé | 04/05/2026
Treino no CT Rei Pelé | 04/05/2026
Foto: Raul Barreta




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