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‘Governar é servir às pessoas com eficiência’, diz Barbosinha em congresso sobre eleições


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02/07/2026 16h44 - Atualizado em 02/07/2026 17h49

‘Governar é servir às pessoas com eficiência’, diz Barbosinha em congresso sobre eleições

Lucas Cavalheiro


Legenda 01: Congresso Eleição e Democracia: Desafio Permanente é realizado nesta quinta-feira, na Câmara de Municipal de Dourados

Durante evento em Dourados, vice-governador compartilhou reflexões sobre sua trajetória política, competências na gestão pública e desafios da geração atual

“O voto não é o fim, é o começo. Ali se depositam todas as expectativas e esperança do eleitor e a crença de que a vida daquela família se tornará melhor”. Foi com essa afirmação que o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, abriu sua palestra no 1º Congresso Eleição e Democracia: Desafio Permanente, na manhã desta quinta-feira (02) em Dourados. A um púbico formado por dirigentes partidários, assessores, advogados e estudiosos do Direito Eleitoral, Barbosinha relembrou a própria trajetória política e reforçou a diferença entre vencer a disputa nas urnas e efetivamente exercer a função de gestor público. “Ganhar a eleição é o ato de convencer pessoas. Governar é diferente: é um ato de servir às pessoas com eficiência, e essa é a entrega que realizamos hoje em cada área de Mato Grosso do Sul”, afirmou, ao abordar o tema “A política além das urnas: liderança, legitimidade e responsabilidade pública”.

Além do vice-governador, outros 13 palestrantes se apresentam hoje durante o congresso, promovido pelo IDEA (Instituto de Direito Eleitoral e Administrativo). O objetivo do evento, que segue ao longo do dia, é atender profissionais que atuam diretamente nas campanhas eleitorais e precisam compreender as constantes mudanças que impactam as disputas políticas.

“De 2010 para cá, o processo eleitoral mudou profundamente. Tivemos diversas alterações na legislação, mudanças nas regras de propaganda, no financiamento de campanhas, nas prestações de contas e, agora, um novo cenário provocado pela inteligência artificial, pelos algoritmos e pelas ferramentas digitais”, destaca Fernando Baraúna, presidente do IDEA e idealizador do evento. “As eleições estão cada vez mais técnicas e judicializadas. Desde quem compartilha um material de campanha pelo celular até candidatos, dirigentes partidários e equipes de marketing precisam conhecer os limites impostos pela legislação", acrescenta.

Esperança e novas oportunidades
Com orgulho e saudosismo, Barbosinha falou sobre a própria trajetória na vida pública e profissional, que contraria todas as expectativas por fugir do roteiro pré-concebido pela maioria das pessoas. “Minha história mostra que a trajetória política não precisa de dinheiro ou de uma família tradicional na política: precisa ter coragem, e isso eu sempre tive”, afirmou.

Lembrou desde a mudança da família do Estado de Goiás para Mato Grosso, em 1975, “fugindo da fome”, passando pelo trabalho como vendedor de sorvete e o primeiro ‘discurso’ em um comício, com apenas 12 anos de idade, no município de Angélica – onde teve o primeiro emprego na Prefeitura Municipal, no ano seguinte. Também citou a formação em Direito, em Dourados, e o retorno ao município de Angélica, onde disputou as eleições em 1987 e foi eleito prefeito com apenas 23 anos – até hoje, o prefeito mais jovem de Mato Grosso do Sul. “Sem tradição familiar na política, sem recurso, mas com vocação. Uma vontade de poder participar, porque como cidadão a gente pode fazer, mas como político pode fazer muito mais. E foi assim que a política entrou na minha vida”, descreveu.

Sobre os pré-requisitos para uma boa gestão pública, entre outras habilidades e competências, Barbosinha citou a importância da formação de uma boa equipe de governo. “O gestor incompetente também tem imensa dificuldade de formar equipe”, opinou. “A formação de uma equipe técnica e ética é fundamental. Quem tem uma boa equipe consegue fazer um bom planejamento”, acrescentou, ao citar o trabalho feito nos 79 municípios do Estado. “Um gestor público não pode só olhar o presente: é preciso pensar no Mato Grosso do Sul daqui a dez, quinze ou 20 anos. O cobertor é curto, o dinheiro é insuficiente para fazer tudo e é preciso estabelecer prioridades. Por isso temos hoje um governo municipalista, que dialoga com absolutamente todos os municípios”, afirmou.

Barbosinha também falou sobre os principais desafios na condução da gestão pública – como, por exemplo, a necessidade de tomar decisões impopulares em momentos de crise, e os desafios com relação à geração atual. Entre eles, a atração e encantamento de jovens com a política; a formação de líderes éticos; fortalecimento das instituições e transformação da confiança nas urnas em resultados.

Já no encerramento da palestra, o vice-governador destacou a importância de não se engrandecer diante dos cargos ocupados. “Já fui prefeito, presidente da Sanesul, deputado estadual, secretário de Justiça e Segurança Pública, e tudo isso passou. O cargo de vice-governador vai passar também. O que vai permanecer não é o cargo, mas o bem que realizamos, as vidas que pudemos transformar”, refletiu.



 

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