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Ex-deputado estadual Neno Razuk é preso por entrada ilegal na Bolívia


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  • mell280

03/08/2026 06h45

Ex-deputado estadual Neno Razuk é preso por entrada ilegal na Bolívia

Justiça autorizou inclusão do ex-deputado na lista da Interpol, mas procedimento não havia sido concluído

Por Viviane Oliveira e Helio de Freitas


 O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso neste domingo (2) pela polícia da Bolívia. Condenado em primeira instância e considerado foragido desde julho deste ano, ele foi detido por permanecer irregularmente no país.

 
Conforme apurado pelo Campo Grande News, a prisão ocorreu por ingresso e permanência irregulares em território boliviano. No último dia 28, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome de Neno Razuk na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas o procedimento ainda não havia sido concluído. Por isso, até o momento da prisão, ele não possuía mandado internacional de captura.
 
A expectativa é de que o ex-deputado seja entregue às autoridades brasileiras, mas os trâmites ainda dependem das autoridades dos dois países.
 
Procurado pela reportagem, o advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa de Neno Razuk, afirmou que ainda não recebeu confirmação oficial da prisão. "Nem do cliente, nem de nenhuma autoridade", declarou.
 
Neno é investigado pela Operação Successione desde dezembro de 2023. Em primeira instância, foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Ele recorria da sentença.
 
 
 
Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Com a saída do cargo, também deixou de ter foro por prerrogativa de função.
 
Além da condenação, Neno é réu na quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa, roubo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.
 
Até a publicação desta reportagem, as autoridades brasileiras e bolivianas não haviam divulgado informações oficiais sobre os procedimentos que serão adotados após a prisão.
 
 
 




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