08/08/2026 09h42 - Atualizado em 08/08/2026 10h45
Beisebol social ganha novos equipamentos e reforça formação de crianças em Dourados
assessoria
**
_Estrutura viabilizada por emenda de Lia Nogueira fortalece projeto gratuito da Associação Nipo-Brasileira, que atende cerca de 70 atletas_
Kaique já tentou outros esportes, mas foi no beisebol que ele se encontrou. A mãe, Salete Firmino de Toledo Baroni, acompanha de perto a rotina do filho de 11 anos e do pequeno Samuel, de 6, que treinam há dois anos na Associação Nipo-Brasileira de Dourados. “O Kaique se apaixonou, deixou as outras modalidades e hoje se dedica ao beisebol. Já participou de campeonatos, tem medalhas, troféus, e isso é um orgulho para a gente”, contou.
A história dos meninos se soma à de cerca de 70 crianças e adolescentes atendidos pelo projeto Formando Cidadãos Através da Prática do Beisebol. A iniciativa é gratuita e, segundo a coordenação, a maioria dos atletas vem de famílias em situação de vulnerabilidade. Para muitas delas, comprar tacos, capacetes, bolas oficiais e itens de proteção não seria possível.
Por isso, a associação sempre fez o possível para que nenhuma criança ficasse fora. Durante muito tempo, os treinos seguiram com doações, peças antigas e adaptações. “Eram materiais usados, muitas vezes de adultos ou antigos, mas era o que tínhamos para emprestar às crianças”, explicou a coordenadora geral do projeto, Fabiana Tiemi Arai Ito.
Foi justamente para suprir essa necessidade que a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) destinou emenda parlamentar ao projeto. Com o recurso, a Associação Nipo-Brasileira adquiriu capacetes infantis, tacos por faixa etária, conjuntos de catcher, tela portátil para rebatida e bolas oficiais. O que antes dependia de improviso agora passa a ter mais segurança, cuidado com cada idade e melhores condições para os atletas seguirem nos treinos e competições.
Para Fabiana, a mudança aparece no dia a dia do campo. “Agora cada categoria vai usar o equipamento adequado à idade. Isso também permite que o projeto participe dos campeonatos de forma regular”, destacou. Salete também percebe esse novo ânimo dentro de casa. “As crianças treinam mais felizes quando têm material adequado. Uma bola nova, um equipamento em boa qualidade, tudo isso anima e faz diferença”, afirmou.
Construído por voluntários e marcado pela tradição japonesa do beisebol, o projeto segue formando crianças com esporte, acolhimento e oportunidade. Para a Associação Nipo-Brasileira, a emenda viabilizada por Lia Nogueira representa mais estrutura para manter esse trabalho vivo. Para as famílias, mais tranquilidade. Para os atletas, mais incentivo para continuar no esporte e enxergar no beisebol um caminho de futuro.



