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Reinaldo defende ferrovia de Três Lagoas a Campo Grande como indutor do desenvolvimento


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14/09/2026 09h23

Reinaldo defende ferrovia de Três Lagoas a Campo Grande como indutor do desenvolvimento

Paulo Fernandes


 Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL 222) defendeu, durante entrevista à Rádio Cultura FM, de Aparecida do Taboado, o melhor traçado para a retomada da ferrovia em Mato Grosso do Sul. Ao lado do governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição (PP 11), Reinaldo afirmou, neste sábado (12), não ter dúvida de que o ramal Três Lagoas-Aparecida do Taboado, da antiga Malha Oeste, e o trecho Três Lagoas-Campo Grande são os caminhos mais promissores para devolver os trilhos ao Estado e abrir um novo eixo de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, com ramais também até Corumbá e Ponta Porã. 

 

"Eu não tenho dúvida de que o melhor traçado da ferrovia é o ramal Três Lagoas-Aparecida do Taboado, da antiga Malha Oeste, e o de Três Lagoas-Campo Grande. É mais um eixo de desenvolvimento nessa região que vai chegar aqui, não tenha dúvida", afirmou o candidato. Neste sábado, Reinaldo cumpriu agendas de campanha em Brasilândia, onde participou de carreata, e Aparecida do Taboado, em que participou de caminhada e adesivaço. 

 

Segundo ele, quando o leilão for colocado, os trechos que vão atrair o interesse da iniciativa privada são exatamente Três Lagoas-Aparecida, Três Lagoas-Campo Grande, Campo Grande-Corumbá e o ramal Ponta Porã. "Esse é o projeto que vai ser feito por trechos. E esse primeiro aqui vai ser o que tem o maior apetite, porque conecta a antiga Malha Oeste à Ferronorte, que é uma ferrovia de bitola larga, com capacidade de transitar os trens com mais velocidade", completou. 

A proposta de Reinaldo encontra eco no momento decisivo vivido pela Malha Oeste. A ferrovia, que tem 1.625 quilômetros e liga Corumbá a Mairinque (SP), passando por Campo Grande e Três Lagoas, está há décadas com grande parte de sua extensão desativada ou sem condições adequadas de tráfego, resultado de anos de investimentos insuficientes. Em maio deste ano, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou os estudos técnicos e o Plano de Outorga da nova concessão, e em junho o Ministério dos Transportes referendou o projeto, que prevê R$ 3,6 bilhões de investimento da União para recuperar os trilhos e retomar as operações, com repasses anuais de até R$ 500 milhões. 

A modelagem já contempla a futura incorporação do ramal Três Lagoas-Aparecida do Taboado, exatamente o trecho apontado por Reinaldo como prioridade, além dos ramais de Ponta Porã, Corumbá-Ladário e Agente Inocêncio-Porto Esperança. Com leilão previsto para novembro deste ano, a ferrovia vai conectar Mato Grosso do Sul ao Porto de Santos, principal porta de saída da produção do Centro-Oeste, e fortalecer corredores estratégicos para setores como mineração, combustíveis e, principalmente, a cadeia da celulose, que vive forte expansão no Estado. 

 

 

Mato Grosso do Sul consolidou-se como o 5º maior produtor de grãos do país, responsável por 8,2% da safra nacional, que em 2026 deve bater recorde histórico de 348,4 milhões de toneladas, segundo o IBGE. A soja, principal cultura do agronegócio brasileiro, deve alcançar 173,7 milhões de toneladas no país, e em Mato Grosso do Sul a safra 2025/2026 registrou crescimento expressivo, com alta de 26,3% em relação ao ciclo anterior, mesmo diante dos impactos da seca que atingiram parte das lavouras. 

 

 

No Senado, Reinaldo irá trabalhar para infraestrutura logística para escoar a produção e trazer desenvolvimento. “Não dá para o Estado crescer sem hidrovia e ferrovia. São modais importantes hoje pra um Estado que produz tanto igual ao nosso”, finalizou.

PL - Partido Liberal
 
 





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