21/09/2026 12h30
Uso de silicato na correção do solo alcança mais de 60 culturas em Minas Gerais
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Projeto beneficiou mais de 2 mil produtores, 81% agricultores familiares, com distribuição gratuita do insumo baseada em análise de solo e recomendação técnica
De grãos e café a hortaliças, frutas e pastagens, o uso de silicato para correção do solo alcançou mais de 60 culturas em Minas Gerais. Ao todo, 2.054 produtores de 103 municípios foram beneficiados em 6.716 hectares, sendo 81% deles agricultores familiares. Os dados são de um projeto realizado no estado em que o Agrosilício foi disponibilizado gratuitamente aos produtores, mediante análise de solo e recomendação técnica.
O Agrosilício é um corretivo de acidez do solo à base de silicato de cálcio e magnésio, podendo ser utilizado como alternativa ao calcário na correção do solo. Além de fornecer cálcio e magnésio, nutrientes tradicionalmente associados aos calcários agrícolas, o produto também fornece silício, elemento benéfico que contribui para o fortalecimento estrutural das plantas, aumentando sua tolerância a estresses bióticos e abióticos e favorecendo a sanidade vegetal. Dessa forma, o Agrosilício atua simultaneamente na correção da acidez, na construção da fertilidade do solo e na promoção de um ambiente mais equilibrado para o desenvolvimento das culturas.
O insumo não está restrito a uma cultura específica e, no projeto mineiro, foi empregado em diferentes sistemas produtivos. Entre os sistemas produtivos atendidos, os grãos representaram 33%, seguidos por pastagens (20%), café (19%), olericultura (14%) e fruticultura (10%). Também houve utilização em cana-de-açúcar, silvicultura, floricultura e palma forrageira, evidenciando a diversidade de sistemas produtivos em que o insumo foi utilizado.
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) participa do trabalho fazendo a mobilização dos agricultores, a coleta e interpretação das análises de solo e a recomendação das quantidades a serem utilizadas. Após a liberação, o produto chega aos municípios e é distribuído aos produtores, que ficam responsáveis pela aplicação nas propriedades.
Segundo o coordenador técnico estadual de Culturas e Café da Emater-MG, Sérgio Brás Regina, a análise de solo é uma premissa para a utilização do insumo, já que a quantidade deve ser estabelecida de acordo com as condições de cada área e as necessidades da cultura.
“Para nós, a análise de solo é uma premissa. O Agrosilício precisa ser dosado de acordo com a necessidade da planta e do solo. A partir da análise, fazemos a recomendação considerando a cultura e a área disponível do produtor”, explica o engenheiro agrônomo.
A prioridade do projeto tem sido a agricultura familiar, especialmente produtores de alimentos. Entre os beneficiados estão agricultores que fornecem para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e participantes de feiras livres. A aplicação, entretanto, se estendeu a diferentes atividades, incluindo café, grãos, hortaliças, fruticultura, capineiras, florestas e recuperação de pastagens.
De acordo com Sérgio, o acompanhamento das propriedades tem permitido observar diferenças no desenvolvimento das plantas em áreas que receberam o insumo. “Nas áreas que visitei, é nítido o melhor desenvolvimento das plantas que receberam Agrosilício. Também observamos maior resistência a pragas e doenças. Os relatos que recebemos dos produtores têm sido positivos”, afirma.
Ele ressalta que parte do resultado também está associada a uma mudança importante no manejo: produtores que antes não analisavam o solo passaram a utilizar o diagnóstico para orientar a correção e a adubação. A avaliação do projeto também aponta entre os resultados o estímulo à cultura da análise de solo e a contribuição para a melhoria da fertilidade das áreas atendidas.
Abacaxi mostra diferença visual entre áreas
Um dos exemplos acompanhados pela Emater-MG está na Fazenda Córrego da Prata, do agricultor Joaquim Lourenço de Sousa, na região de Almenara. Em uma área de 2 mil metros quadrados cultivada com abacaxi foram aplicados 500 quilos de Agrosilício. Parte da lavoura recebeu o insumo e outra área foi mantida sem a aplicação, permitindo acompanhar visualmente o desenvolvimento das plantas.
Os registros feitos na propriedade mostram uma diferença evidente entre as duas áreas, com plantas visualmente mais desenvolvidas e uniformes onde houve o tratamento do solo com Agrosilício. O caso, porém, não foi conduzido como experimento científico e, por isso, a Emater-MG não atribui à comparação valor estatístico ou resultado de produtividade.
“A diferença visual entre as duas áreas é muito grande. É importante dizer que não fizemos uma pesquisa, com análise estatística, porque não somos um órgão de pesquisa. Mas, visualmente e pelos depoimentos dos produtores, os resultados têm sido muito animadores”, afirma Sérgio.
Além da fruticultura, o coordenador destaca os resultados observados em pastagens, uma aplicação relevante para Minas Gerais diante da ocorrência de áreas degradadas no estado. Segundo ele, muitos produtores utilizaram o insumo na recuperação dessas áreas, e as gramíneas estão entre as plantas que se beneficiam da disponibilidade de silício.
Para Sérgio, a experiência reforça sobretudo a importância de conhecer as condições do solo antes de definir qualquer intervenção. “O produto precisa ser dosado e medido de acordo com a necessidade da planta e do solo. É isso que permite fazer as coisas dentro da técnica”, conclui.
Sobre o Grupo Agronelli
O Grupo Agronelli é um conglomerado de empresas brasileiras com atuação diversificada e forte compromisso com o desenvolvimento sustentável e a inovação no setor agrícola e agroindustrial. Fundado com a missão de transformar o mundo ao seu redor, por meio de práticas responsáveis e soluções eficientes, o grupo se destaca por seu impacto positivo na produtividade e na sustentabilidade do setor. Com empresas especializadas que oferecem desde tecnologias de manejo ambiental até soluções em insumos agrícolas e consultoria técnica, o Grupo Agronelli consolida-se como um parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua. Engloba as empresas: Agronelli Soluções, que desenvolve e fornece condicionadores, corretivos e fertilizantes de solo; Porto Real, fábrica de bebidas; Nobre, voltada à captação, envase e comercialização de água mineral e Agronelli Fazendas, um complexo com nove fazendas destinadas à pecuária de leite e de corte, agricultura e desenvolvimento de soluções sustentáveis no campo. Além disso, o Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social atua no desenvolvimento e execução de projetos voltados à educação e ao desenvolvimento socioambiental.







