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Petróleo cai após decisão de Trump sobre energia russa, mas Brent segue elevado


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  • mell280

19/10/2026 17h13

Petróleo cai após decisão de Trump sobre energia russa, mas Brent segue elevado

Ulisses Carvalho


Medida de Washington alivia restrições e visa conter alta dos combustíveis ante cenário eleitoral nos EUA, segundo análise de Rafael Pastorello, do Banco Sofisa

 

 

 

O mercado internacional de petróleo opera em leve queda nesta sessão, impulsionado pela expectativa de um aumento na oferta global. O movimento ocorre em resposta direta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender temporariamente a aplicação de novas tarifas que afetariam países importadores de energia proveniente da Rússia.

"Na prática, a medida reduz as restrições econômicas aos compradores do petróleo russo e pode favorecer um fluxo maior da commodity para o mercado internacional", avalia Rafael Pastorello, Portfólio Manager do Banco Sofisa. "A iniciativa está alinhada ao objetivo da Casa Branca de conter a alta dos preços da energia e dos combustíveis, um tema de alto impacto direto na percepção dos consumidores e na avaliação do governo norte-americano. A ampliação da oferta tende a aliviar parte dessa pressão, embora os efeitos devam ser percebidos gradualmente."

Apesar do alívio pontual nas cotações, as cotações do barril de petróleo Brent continuam orbitando perto do patamar de US$ 110. Segundo Pastorello, essa sustentação nos preços mostra que os investidores seguem em alerta: "O mercado ainda precifica um prêmio de risco relevante devido às incertezas geopolíticas e às limitações de oferta observadas em importantes regiões produtoras."

"Nos próximos meses, essa estratégia da administração norte-americana será testada não apenas pela dinâmica do mercado de energia, mas pelo cenário político doméstico", conclui o especialista do Sofisa. A evolução dos preços da gasolina e energia desponta como um dos principais pontos de atenção do eleitorado, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato (midterms) nos EUA, que renovarão as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço das vagas do Senado.


 

 




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