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Trumpadas dos Bananinhas" integra o trio de e-books comemorativos dos 50 anos de carreira do cartunista Cláudio de Oliveira


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21/10/2026 08h00

Trumpadas dos Bananinhas" integra o trio de e-books comemorativos dos 50 anos de carreira do cartunista Cláudio de Oliveira

Cibele Lima


Lançamento se soma a "Fogo Amigo 1" e "Fogo Amigo 2", também disponíveis na Amazon, com promessa de mais um e-book chegando por aí

 

 

 

Em meio a uma eleição histórica e polarizada no Brasil, o cartunista político Cláudio de Oliveira acaba de lançar mais um e-book: “Trumpadas dos Bananinhas: a campanha de Flávio Bolsonaro”.

Esse é o terceiro e-book lançado este ano, em que o cartunista completa o cinquentenário de carreira. Para celebrar esse marco, ele vem lançando uma série de e-books: “Fogo Amigo 1” e “Fogo Amigo 2”, os dois primeiros sobre a política econômica do governo Lula 3, e, agora, “Trumpadas dos Bananinhas”, uma seleção de cartuns sobre as relações políticas entre o bolsonarismo, Donald Trump e a ultradireita internacional.

Ainda este ano, o cartunista prepara o lançamento do e-book “Amigo do Fogo”, com charges sobre o relacionamento de Lula com os partidos e o Congresso.

Quando questionado sobre o porquê de e-books com charges, o autor explica que sua decisão está relacionada à brevidade da charge em si. "A charge é muito perecível. Já no dia seguinte, você é atropelado por novos fatos que precisam ser abordados pelo jornalista e pelo cartunista. O e-book é, assim, um trabalho de edição que vai além de uma simples reunião de charges: fornece uma noção de conjunto que transcende o fato do dia e entrega ao leitor uma visão mais ampla dos assuntos abordados", explica.

Este trabalho, ainda de acordo com ele, atende ao leitor que aprecia a charge como uma forma de manter-se informado sobre a política a partir de um olhar crítico olhar crítico, racional e reflexivo.

O que esperar do novo e-book?

Em “Trumpadas dos Bananinhas: a campanha de Flávio Bolsonaro”, Cláudio explica que o primeiro capítulo caracteriza o trumpismo na política interna dos EUA, com as tentativas de erosão da democracia, a instrumentalização das instituições e as restrições aos direitos civis. Caracteriza também a ação internacional do trumpismo: o desrespeito ao direito internacional e às instituições multilaterais, erguidas para estabelecer uma ordem mundial democrática. Mostra as pressões do trumpismo contra os próprios aliados para favorecer os grandes grupos econômicos norte-americanos.

Nos capítulos seguintes, os cartuns desnudam as relações do candidato Flávio Bolsonaro com os populistas de ultradireita na Europa, entre eles a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido com líderes vinculados a grupos neonazistas. Os cartuns mostram ainda a participação do filho de Jair Bolsonaro nos escândalos das “rachadinhas” e do Banco Master.

 Há 50 anos desenhando a política nacional

Cláudio de Oliveira é categórico ao afirmar que, nesses 50 anos, a certeza que permanece é a de que o cartum político segue sendo essencial como instrumento de reflexão e crítica, sem reverência.

"A charge publicada é apenas a ponta do iceberg. Passo o dia lendo notícias e análises, em diferentes formatos, para, no fim, criar uma síntese analítica e crítica, de preferência bem-humorada, no esforço de despertar o senso crítico do leitor. Essa é minha rotina profissional há 50 anos", detalha.

Sua trajetória é um testemunho da presença do cartum político no Brasil e traz a influência de Henfil, Henrique de Souza Filho, um dos maiores artistas do humor gráfico nacional entre os anos 1960 e 1980, criador dos Fradinhos, do Zeferino e da Graúna, entre outros.

Em junho de 1976, aos 13 anos, Cláudio começou a publicar diariamente, de maneira autodidata, no jornal Tribuna do Norte, em Natal (RN). De lá para cá, são cerca de 14 mil charges, das quais uma parte está reunida em 36 livros, sendo 31 em formato e-book.

Para ele, a charge é, no jornalismo, um instrumento de destaque para pautar temas importantes para o país e para a sociedade. "O jornalismo tem que ter impacto, interferir no debate público com qualidade e análise. Por isso, a linguagem da charge é necessária e relevante", conclui.

Para acessar os três volumes já lançados pelo cartunista político, veja a lista ao final deste release.

Serviço:

E-books políticos de Cláudio de Oliveira, cartunista brasileiro com 50 anos de carreira, estão disponíveis na Amazon.

Sobre o autor

Cláudio de Oliveira é jornalista e cartunista brasileiro, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com especialização em artes gráficas pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Praga (República Tcheca). Em 2026, completa 50 anos de carreira, contados desde a primeira charge publicada, aos 13 anos, em junho de 1976, no jornal Tribuna do Norte, em Natal (RN). Autor de cerca de 14 mil charges e de 36 livros, 31 deles em formato e-book, considera-se autodidata: o primeiro contato com o desenho veio pelas revistas em quadrinhos, quando ainda não estava completamente alfabetizado. O salto na carreira veio em 1977, quando, orientado por Henfil, cartunista reconhecido pela crítica contundente ao regime ditatorial brasileiro, passou a colaborar no Pasquim, semanário satírico carioca engajado na luta contra a ditadura militar (1964–1985). Em 1993, mudou-se para São Paulo para fazer charges nos jornais do Grupo Folha, onde permaneceu até 2021: primeiro na Folha da Tarde e, de 1999 a 2021, no Agora São Paulo. Desde 2022, é chargista da Folha de S.Paulo, onde mantém o blog Cláudio Hebdô. Em 1996, recebeu o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, na categoria Artes, concedido pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo. Em 1999, recebeu o Troféu HQ Mix, da Associação dos Cartunistas do Brasil, de melhor livro de charges, pela obra "Pittadas de Maluf" (1998). Foi agraciado, ainda, com a Medalha Angelo Agostini, da Associação dos Cartunistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo, como melhor chargista de São Paulo em 2002.

 

 

Novo e-book de Cláudio de Oliveira, cartunista político


 


 

 




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