- mell280
27/10/2026 09h44
Pix bate recorde, cartões avançam e empresas enfrentam outro desafio: receber no prazo
Com 7,1 bilhões de transações Pix em setembro e 29,6% das famílias com contas em atraso, empresas precisam adaptar estratégias de cobrança ao comportamento financeiro dos consumidores
O brasileiro nunca teve tantas alternativas para movimentar dinheiro e pagar suas contas. O Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas em setembro de 2026, enquanto os pagamentos com cartões movimentaram R$ 2,3 trilhões no primeiro semestre do ano, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025. A expansão dos meios de pagamento, no entanto, convive com outro desafio para as empresas: transformar a facilidade de pagar em recebimentos realizados no prazo.
Os dados ajudam a dimensionar essa contradição. Em setembro, o Pix registrou 7,1 bilhões de transações, que movimentaram R$ 3,2 trilhões, segundo informações do Banco Central. Ao mesmo tempo, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostrou que 29,6% das famílias brasileiras tinham contas em atraso naquele mês. O tempo médio de atraso chegou a 65,3 dias, mesmo com a redução do percentual de famílias inadimplentes em relação a agosto.
O cenário indica que disponibilizar diferentes formas de pagamento é apenas uma parte da equação. Para empresas que trabalham com cobranças recorrentes, como as dos setores de educação, seguros, crédito e mercado imobiliário, também é necessário compreender por que um pagamento não foi realizado, quais obstáculos o consumidor enfrenta e que tipo de abordagem pode aumentar as chances de regularização.
“Não basta oferecer diferentes meios de pagamento e esperar que o consumidor escolha o mais conveniente. É preciso entender o contexto de cada pessoa, identificar possíveis barreiras e encontrar a abordagem mais adequada para aquele momento. Uma cobrança eficiente precisa considerar não apenas o valor devido, mas também o histórico e o comportamento de pagamento”, afirma Raphael Emerick, CEO da Toku no Brasil.
Mais opções de pagamento, mais variáveis na gestão dos recebíveis
A popularização do Pix não eliminou o uso de cartões, boletos ou débitos automáticos. Na prática, os consumidores passaram a distribuir suas despesas entre diferentes modalidades, considerando fatores como vencimentos, disponibilidade de saldo, limite de crédito e organização do orçamento doméstico.
Essa diversificação aumenta a importância de acompanhar a jornada de pagamento de ponta a ponta. Uma cobrança recorrente pode não ser concluída por motivos distintos: desde o esquecimento de um vencimento ou uma falha na transação até a falta de recursos disponíveis naquele momento. Cada situação exige uma resposta diferente, e tratar todos os casos da mesma maneira pode reduzir a eficiência das tentativas de recebimento.
O contexto financeiro das famílias reforça esse desafio. Quando várias despesas disputam espaço no orçamento, o consumidor pode precisar reorganizar prioridades, adiar pagamentos ou buscar alternativas para quitar uma dívida. Nesse cenário, o atraso nem sempre representa falta de intenção de pagar, mas pode sinalizar uma dificuldade que exige uma abordagem específica.
Para as empresas, identificar essas diferenças ajuda a direcionar melhor os contatos e a evitar comunicações repetitivas que não contribuem para a resolução do débito.
Inteligência artificial ajuda a personalizar a cobrança
A análise de dados e a inteligência artificial vêm ganhando espaço na gestão de recebíveis justamente por permitir que as empresas considerem diferentes informações antes de definir como agir. O histórico de pagamentos, as tentativas anteriores de contato e as respostas do consumidor podem ajudar a determinar o canal, o momento e a abordagem mais adequados para cada situação.
Na prática, um cliente que costuma pagar em dia e teve um atraso pontual pode precisar apenas de um lembrete. Já alguém que acumula parcelas vencidas pode demandar uma conversa diferente, com avaliação de alternativas para regularizar a pendência. A tecnologia permite organizar essas jornadas e direcionar os esforços de cobrança conforme as características de cada caso.
“A personalização permite sair de uma lógica de cobrança igual para todos e construir jornadas mais inteligentes. Quando a empresa entende melhor o comportamento do cliente, consegue definir não só como cobrar, mas também qual é o próximo passo mais adequado para aumentar as chances de recuperação”, afirma Emerick.
Para a Toku, fintech especializada em gestão inteligente e customizada de recebíveis, o desafio das empresas não está apenas em acompanhar a evolução dos meios de pagamento, mas em integrar essas alternativas a uma estratégia capaz de tornar os recebimentos mais previsíveis. A combinação de dados, tecnologia e inteligência artificial pode ajudar a identificar obstáculos, direcionar as interações e tornar a cobrança mais eficiente tanto para quem recebe quanto para quem precisa pagar.
Sobre a Toku
A Toku é uma fintech especializada em gestão inteligente e customizada de recebíveis, oferecendo uma solução de ponta a ponta para grandes empresas. A infraestrutura integra diferentes etapas da jornada de pagamentos - do cadastro e gestão dos meios de pagamento à cobrança e conciliação - contando com um hub de agentes de inteligência artificial que atuam ao longo da operação. A empresa atende negócios de setores como educação, mercado imobiliário, crédito, seguros e utilities. Apoiada por fundos globais como Gradient Ventures, fundo de inteligência artificial do Google, Y Combinator, F-Prime Capital e Wollef, a Toku processa atualmente mais de US$ 4 bilhões por ano e atende mais de 500 clientes na América Latina, incluindo empresas como Zurich, Mapfre, Chevrolet e MetLife. Saiba mais sobre a Toku.


