- mell280
29/10/2026 06h00
Halloween abre espaço para entender como o medo pode contribuir para o desenvolvimento emocional das crianças
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Livro infantil ajuda a transformar sentimentos difíceis em oportunidades de aprendizado, imaginação e diálogo entre pais e filhos Apesar de sua origem no Reino Unido e forte disseminação nos Estados Unidos, o Halloween (31 de outubro), passou a ser uma oportunidade para que os brasileiros lidem o medo como um sentimento comum na infância. Dentre fantasias, monstros e histórias assustadoras, a data serve como ponto de partida para conversas sobre emoções, um tema muitas vezes difícil para crianças. A ideia é ajudá-las a reconhecer o que sentem e a encontrar formas de lidar com elas. Temores relacionados à escuridão, a animais e à separação dos pais são comuns em diferentes fases da infância. O desafio dos adultos é ouvir as crianças sem ridicularizar suas preocupações ou pressioná-las a demonstrar coragem antes de estarem preparadas. A literatura infantil pode contribuir para esse processo ao apresentar emoções complexas por meio de personagens e situações com as quais os pequenos conseguem identificar-se. Essa abordagem está presente em Nina e o Monstro da Caixa, da escritora e ilustradora Tessa Nogueira, publicado pela Studio Plural Editora. A obra acompanha Nina, menina que, em um dia chuvoso, transforma um medo que cresce dentro de si em um monstrinho azul criado com papel, lápis e imaginação. Ao longo da narrativa, a criatura assume formas diferentes, simbolizando como a percepção do medo também pode se transformar. Para a autora, a possibilidade de representar o medo por meio de um personagem torna mais acessível a conversa sobre algo que, muitas vezes, parece abstrato ou difícil de explicar para os pequenos. “Quando eu era criança também tinha medos bem fortes, às vezes de coisas que não eram tão grandes assim. A história surgiu como uma forma de explicar às crianças o que é esse sentimento e como ele pode existir como proteção”, detalha Tessa Nogueira. A importância desse tipo de experiência encontra respaldo na pesquisa científica. Um estudo publicado no British Journal of Psychology identificou melhora na compreensão das emoções entre as crianças que participaram de atividades lúdicas voltadas ao desenvolvimento socioemocional. Para Nathalia Coralo, gerente administrativa da Studio Plural, histórias como a de Nina mostram como os livros podem aproximar temas delicados do cotidiano das famílias. “A literatura infantil pode criar um espaço seguro para que as crianças reconheçam e expressem o que sentem. Quando uma história desperta identificação, ela também oferece aos adultos uma oportunidade de escutar, acolher e conversar, sem tratar o medo como sinal de fraqueza”, complementa. _______________________________ Sobre a Editora A Studio Plural reúne três selos editoriais – Studio Plural Editora, Rota Imaginária e A Barca – e atua em duas frentes: Materiais Didáticos Complementares e Livros Literários. Todas as propostas refletem o compromisso com uma educação afetiva e transformadora, guiadas pela crença de que literatura e conhecimento são caminhos essenciais para o desenvolvimento humano e social. _______________________________
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