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Brasil bate recorde de afastamentos do trabalho em 2025 e acende alerta sobre saúde física e mental


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  • mell280

27/01/2026 09h09

Brasil bate recorde de afastamentos do trabalho em 2025 e acende alerta sobre saúde física e mental

Sarah Santos





O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos, segundo dados do Ministério da Previdência Social obtidos com exclusividade pelo g1. O levantamento mostra que, embora as doenças físicas ainda liderem os pedidos, os afastamentos por transtornos mentais atingiram um novo recorde histórico.

De acordo com os dados, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, número que reforça uma tendência de alta observada nos últimos anos. As dores na coluna, especialmente a dorsalgia, seguem como principal causa, com mais de 237 mil concessões, seguidas por hérnia de disco e outros transtornos musculoesqueléticos.

Para o advogado trabalhista André Theodoro, especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário, os números revelam um problema estrutural.

“Esses dados mostram que o adoecimento do trabalhador deixou de ser exceção. Há uma combinação de sobrecarga física, pressão emocional e ambientes de trabalho pouco preparados para lidar com saúde e prevenção”, afirma.

Segundo Theodoro, muitos trabalhadores desconhecem seus direitos no momento do afastamento.

“Quando a incapacidade ultrapassa 15 dias, o trabalhador precisa passar pela perícia do INSS para ter acesso ao benefício por incapacidade temporária. Mas é comum vermos pedidos negados por falta de documentação adequada ou orientação jurídica”, explica.

O advogado destaca ainda que o crescimento dos afastamentos por saúde mental exige atenção redobrada das empresas.

“Ansiedade e depressão não surgem do nada. Elas têm relação direta com metas abusivas, jornadas extensas e ambientes hostis. A legislação já reconhece esse cenário, e o afastamento é um direito quando a saúde não permite continuar trabalhando.”

André Theodoro reforça que o afastamento pode ocorrer mais de uma vez no ano e que empregados CLT, autônomos e contribuintes individuais podem ter direito ao benefício, desde que mantenham a qualidade de segurado.

“Afastar-se do trabalho por doença não é fraqueza, nem privilégio. É proteção legal para preservar a saúde e garantir subsistência durante o período de incapacidade”, conclui.
 

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