15/06/2026 12h31
Correndo o risco de perder relevância, setor bancário corporativo tradicional investe em experiências digitais descomplicadas
Com avanço do Pix, Open Finance e automação financeira, grandes corporações deixam de priorizar apenas infraestrutura bancária e passam a cobrar plataformas inteligentes, integradas e em tempo real
O futuro do setor bancário corporativo pode ser moldado por uma lição aprendida no mercado financeiro voltado ao consumidor. Na última década, bancos digitais, fintechs e iniciativas de Open Finance transformaram a forma como as pessoas interagem com os serviços financeiros, substituindo processos complexos por interfaces intuitivas, transações em tempo real e experiências personalizadas. O que começou como uma revolução impulsionada pelo consumidor agora está remodelando rapidamente o cenário do banking corporativo.
Para as grandes empresas brasileiras, as expectativas em relação aos serviços financeiros mudaram drasticamente. Líderes financeiros e equipes de tesouraria esperam cada vez mais o mesmo nível de simplicidade, agilidade e autonomia que vivenciam como consumidores em sua vida pessoal. Como resultado, o design centrado no usuário, antes visto principalmente como um diferencial do varejo bancário, está se tornando um requisito estratégico no ambiente corporativo.
Essa mudança está levando as instituições financeiras tradicionais a repensarem a forma como oferecem serviços às empresas. Acostumados por muito tempo a disponibilizar plataformas robustas, porém frequentemente fragmentadas, os bancos corporativos estão investindo fortemente em jornadas digitais mais intuitivas, ecossistemas integrados e recursos de autoatendimento capazes de reduzir a complexidade operacional e aumentar a produtividade. Para muitas instituições, modernizar a experiência do usuário tornou-se essencial para manter a competitividade em um mercado cada vez mais digital.
“Os líderes do futuro serão aqueles capazes de combinar robustez tecnológica com experiências verdadeiramente centradas nas pessoas”, afirma Abdul Assal, Head de Desenvolvimento de Negócios da Galileo para Brasil e Colômbia. “No ambiente corporativo atual, eficiência operacional e experiência digital caminham juntas, e essa integração já se tornou essencial para empresas que buscam crescer de forma sustentável e competitiva.”
A consolidação desse novo cenário posiciona o Brasil como um dos mercados mais dinâmicos para a inovação em serviços bancários corporativos. A combinação entre escala econômica, elevada adoção digital, regulação avançada e rápida inovação está atraindo investimentos e acelerando a modernização das operações financeiras empresariais.
Um dos principais catalisadores dessa evolução tem sido o avanço do Open Finance no Brasil. Ao permitir o compartilhamento seguro de dados e uma maior interoperabilidade entre instituições financeiras, o modelo regulatório incentivou o desenvolvimento de serviços mais personalizados, integrados e centrados no cliente. A mesma infraestrutura que ajudou a criar experiências fluidas para consumidores agora viabiliza uma nova geração de soluções bancárias corporativas desenhadas em torno das necessidades dos usuários, e não dos processos institucionais.
À medida que o Open Finance avança, as empresas passam a ter acesso a plataformas capazes de consolidar pagamentos, conciliação financeira, gestão de caixa, serviços de crédito e fluxos operacionais em ambientes digitais unificados. O resultado é uma redução significativa de atritos e um papel cada vez mais estratégico da gestão financeira dentro das organizações.
“A conversa sobre transformação digital no setor financeiro mudou completamente”, explica Assal. “As empresas já não avaliam plataformas financeiras apenas pela funcionalidade. Elas esperam experiências intuitivas, conectadas e capazes de se adaptar à realidade operacional de suas organizações.”
A tendência reflete mudanças mais amplas no comportamento dos consumidores brasileiros. De acordo com o Banco Central, o Pix ultrapassou 35,4 trilhões de transações em 2025, reforçando a posição do país como um dos principais mercados de pagamentos instantâneos do mundo. Ao mesmo tempo, dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que mais de 82% dos brasileiros utilizam canais digitais como principal forma de interação com instituições financeiras. À medida que esses hábitos digitais se tornam parte do cotidiano, eles inevitavelmente passam a influenciar também as expectativas dentro do ambiente de trabalho.
Estudos corroboram essa transformação. Uma pesquisa da PwC revelou que 73% dos consumidores consideram a experiência do cliente um fator decisivo na tomada de decisão de compra. Cada vez mais, essas mesmas expectativas influenciam a contratação de softwares corporativos e serviços financeiros, incentivando fornecedores a priorizarem usabilidade, transparência e interações fluidas entre diferentes canais.
Impulsionado pela aceleração da digitalização e pela crescente demanda por eficiência operacional, o setor bancário corporativo brasileiro vive uma profunda transformação. Em um país com um PIB superior a US$ 2 trilhões e papel de destaque em setores estratégicos como agronegócio, energia, manufatura e serviços financeiros, a discussão já não está centrada apenas em escala e infraestrutura. A qualidade da experiência digital tornou-se um diferencial competitivo fundamental.
As empresas buscam soluções capazes de eliminar burocracias, simplificar processos complexos e oferecer mais autonomia aos diferentes profissionais envolvidos na gestão financeira — de CFOs e executivos de tesouraria a equipes operacionais. Nesse novo cenário, instituições que conseguem combinar tecnologia avançada com experiências digitais sem atritos estão cada vez mais bem posicionadas para liderar a próxima fase da inovação no setor bancário corporativo.
Papel estratégico da Galileo
A Galileo Financial Technologies, plataforma líder em tecnologia financeira, desempenha um papel estratégico nesse ecossistema ao viabilizar plataformas de banking digital que priorizam a experiência do usuário. Sua tecnologia permite que empresas e instituições financeiras desenvolvam soluções com interfaces avançadas, jornadas modulares e alta escalabilidade, acelerando o time-to-market sem comprometer a qualidade da experiência.
Além disso, com base nos casos de sucesso da Galileo, as organizações alcançaram resultados como maior autonomia dos clientes por meio de canais digitais de autoatendimento para operações de alta frequência e complexidade, redução da carga operacional das equipes bancárias com a automação de transações rotineiras e aprovações, mais agilidade no lançamento de novos produtos e funcionalidades alinhadas às exigências regulatórias, além de maior consistência e controle por meio de auditoria centralizada, monitoramento de transações e limites configuráveis.
Sobre a Galileo Financial Technologies
A Galileo Financial Technologies é uma provedora de tecnologia financeira que conecta bancos, fintechs e marcas a capacidades inovadoras de banking e processamento, ajudando pessoas e empresas a gerenciarem melhor suas finanças. Como divisão da SoFi, a companhia oferece soluções digitais modernas, nativas em nuvem, preparadas para regulamentações e desenvolvidas para facilitar a integração por equipes de tecnologia, impulsionando experiências financeiras centradas no cliente em toda a América do Norte e América Latina.
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