20/08/2026 13h31
Menos milho nos EUA muda cenário do mercado e acende alerta para venda da safra 2026/2027
Relatório do USDA aponta redução da produtividade e dos estoques norte-americanos
A redução dos estoques de milho nos Estados Unidos e a perspectiva de uma safra menor em Mato Grosso do Sul podem criar um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços do cereal nos próximos meses. A avaliação consta em análise divulgada pela Aprosoja/MS com base no relatório WASDE de agosto, elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe revisões para a safra norte-americana 2026/2027. Entre os principais destaques estão:
- Redução da produtividade estimada de 183 para 180,7 sacas por acre entre julho e agosto;
- Projeções de estoques finais recuaram de 1,790 bilhão para 1,653 bilhão de bushels;
- Exportações foram revisadas para cima.
No cenário global, os estoques finais da safra 2026/27 também apresentaram redução. Para o Brasil, o USDA diminuiu a projeção de estoques de 11,10 milhões para 10,10 milhões de toneladas no próximo ciclo.
Comercialização exige acompanhamento do mercado
Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, a combinação entre estoques menores no mercado internacional e redução da oferta estadual pode dar suporte às cotações do cereal.
Outro fator apontado pela Aprosoja/MS é o crescimento da demanda interna. A expansão das usinas de etanol de milho aumenta a disputa pela matéria-prima com o mercado exportador. Além disso, o estado ainda enfrenta limitações na capacidade de armazenagem.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que o produtor acompanhe:
- Os preços internacionais;
- Fatores como ritmo da colheita;
- Disponibilidade de silos;
- Demanda industrial;
- Condições logísticas antes de fechar negócios.
Menos milho reforça atenção do mercado
Em Mato Grosso do Sul, o cenário internacional se soma a uma oferta mais restrita. Apesar de a área cultivada da segunda safra de milho 2025/26 ter aumentado 3%, alcançando 2,206 milhões de hectares, a produtividade média deve recuar 22,4%.
Com isso, a produção estadual está estimada em 11,139 milhões de toneladas, volume 20,1% menor em comparação ao ciclo anterior.
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A colheita também segue mais lenta que a registrada no mesmo período do ano passado, até 11 de agosto apenas metade da área havia sido colhida.
Chuvas irregulares, ventos fortes e episódios pontuais de granizo continuam entre os fatores que preocupam os produtores nesta reta final dos trabalhos no campo.





