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PIB menor, decisões maiores: como as empresas podem se preparar para crescer em 2027


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  • mell280

02/10/2026 09h00

PIB menor, decisões maiores: como as empresas podem se preparar para crescer em 2027

Daniela Silveira


Com a intenção de investir da indústria no menor patamar desde 2020, empresários terão que escolher com mais critério onde colocar recursos e onde segurar o caixa

O Brasil vai crescer menos do que se esperava, e isso já pesa no planejamento de quem precisa desenhar o próximo ciclo de negócios. Na terça-feira (22), a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda cortou a projeção do PIB de 2,3% para 2% em 2026 e de 2,5% para 2,3% em 2027, atribuindo a revisão aos efeitos dos juros altos sobre a atividade. A confiança do setor produtivo confirma o cenário: a intenção de investir da indústria caiu para 51,3 pontos em setembro, segundo a CNI, o pior número desde agosto de 2020.

Para Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land, o erro mais comum nesse momento é parar de investir por reflexo. "Quando a economia desacelera, a primeira reação é segurar tudo. Mas isso, sem uma análise do negócio, pode travar justamente os recursos que fariam a empresa crescer com mais eficiência mais à frente", afirma.

Segundo ele, o planejamento para 2027 passa por três perguntas simples: quanto a empresa pode investir, em quanto tempo o investimento se paga e que risco ela está disposta a correr.

Um ponto que costuma passar batido é a diferença entre investir para faturar mais e investir para ganhar eficiência. Abrir uma unidade, contratar equipe ou comprar equipamento amplia a operação, mas também eleva despesas fixas e exige demanda que sustente esse novo tamanho. "Toda expansão aumenta a alavancagem operacional do negócio: quanto maior a proporção de custo fixo, mais a empresa depende de acertar o volume de vendas para não ficar no vermelho. É por isso que, antes de aprovar qualquer projeto, calculamos o ponto de equilíbrio, o prazo de retorno e o impacto no capital de giro", explica Oliveira. Sem essa conta, uma boa oportunidade comercial vira pressão financeira em poucos meses.

Outra saída é fatiar o crescimento em etapas em vez de comprometer o orçamento de uma vez só: definir metas de desempenho, acompanhar a demanda e só então liberar a próxima rodada de investimento. Ganhos de produtividade, processos mais enxutos, melhor uso da estrutura já existente, tecnologia bem aplicada, ajudam a aumentar a capacidade de atendimento sem inflar custos na mesma proporção. Isso importa ainda mais num cenário em que crédito caro e consumo fraco limitam a margem de manobra.

"O planejamento de 2027 precisa sair do papel. É preciso saber quais áreas de fato sustentam a receita, o que dá para reorganizar nas despesas e onde um investimento vai melhorar a operação de verdade. PIB menor não significa parar os planos, significa que cada movimento de expansão precisa vir apoiado em números e prioridades claras. No fim, o que está em jogo é não colocar em risco o que já foi construído para tentar crescer mais rápido", conclui o especialista

Sobre a Goshen Land

A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Apenas em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 2 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

 

Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land


 


 

 




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